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Coisas esquisitas que só acontecem com crianças... Parte2

                                                       Ingerir a comida do bicho de estimação
Qual o risco? A saliva dos gatos e dos cachorros é fonte de muitas bactérias. “A ração pode ter a salmonella, responsável por sérias infecções intestinais”, afirma Martha Matos. As fezes dos felinos, aliás, são foco de transmissão de toxoplasmose, doença que pode levar, em casos extremos, à cegueira e à alterações neurológicas.
O que fazer? Para evitar tais problemas, mantenha as tigelas dos bichos bem longe das crianças. Se o pequeno ingerir o alimento e tiver febre, dor de barriga, diarreia, vômito ou perda de apetite, procure o pediatra.
Genitais “inchados”
Qual o risco? Boa parte dos meninos recém-nascidos apresenta hidrocele, um acúmulo de líquido na bolsa escrotal que vai esvaziando aos poucos, até o quarto mês. “Em alguns casos, é preciso drenar, mas isso depende da avaliação do pediatra”, diz Martha Matos. Já as garotas podem apresentar sangramento nos primeiros dias e até exibir mamas inchadas. Isso é normal e acontece por causa dos hormônios transmitidos pela mãe.
O que fazer? Nada, pois essas características costumam regredir até sumir totalmente logo no primeiro mês, variando de criança para criança.
Comer o que cai no chão
Qual o risco? O de se contaminar com os mais diversos tipos de vírus e bactérias.
O que fazer? Dar vermífugos como forma de prevenção sem orientação médica não oferece garantia alguma e, ainda, causa danos, como o risco de provocar reações alérgicas graves. “Isso sem contar que, dependendo do estado de saúde, é preciso tomar mais de um medicamento contra vermes”, avisa Moises Chencinski, que recomenda um exame de fezes anual.
Colocar terra ou areia na boca
Qual o risco? Brincar no parquinho a criança já está suscetível a adquirir o bicho geográfico, cujas larvas penetram na pele, causando lesões. Ao comer areia ou terra, o perigo aumenta: lembre-se que cães e gatos podem ter andado e feito suas necessidades por ali.
O que fazer? A sujeira faz parte. “No entanto, essa história de que ela é fundamental para a criança criar anticorpos é pura balela. Somente as vacinas podem atacar vírus e bactérias”, diz Moises Chencinski, contrariando muitos especialistas, que consideram negativa a higienização excessiva de alguns pais. Para evitar 100% de contaminação, somente preservando a criança de qualquer contato, o que nenhum profissional recomenda, é óbvio. “A garotada precisa, sim, da vitamina S, de sujeira”, diz Martha Matos. “Não há nenhum cuidado que seja mais importante do que permitir à criança a descoberta do mundo.” Para ela, em vez de pânico diante de tais situações, muito melhor lavar a boca e as mãos do filho e, mais uma vez, ficar de olho em possíveis sintomas.
Roer unha
Qual o risco? Se a criança não tiver uma higiene adequada das mãos – lavando-as antes de comer e mantendo-as sempre limpas – pode ser contaminada por vírus e bactérias.
O que fazer? O hábito, em geral, pode envolver questões emocionais. É importante notar em que momento ela faz isso. Vale a pena observar se ela lança mão do costume quando está prestes a viver alguma experiência nova – ir a uma festa, ver uma peça de teatro ou enfrentar o primeiro dia de escola – porque pode ser sintoma de medo ou ansiedade. Se a prática é muito constante, pode permanecer até a idade adulta. Uma consulta com um psicólogo pode ser esclarecedora.
Escamações e casquinhas
Qual o risco? Assim que nascem, alguns bebês apresentam a descamação epitelial nos pés e nas mãos – parece que a criança está trocando de pele. Já as casquinhas amareladas que costumam surgir no couro cabeludo e nas sobrancelhas são uma espécie de dermatite seborreica que vai sumindo aos poucos, conforme o desenvolvimento da criança.
O que fazer? Apenas a higienização básica, com água e sabonete de glicerina. Evite acelerar o processo de descamação ou aplicar algum tipo de pomada na dermatite, pois a pele do recém-nascido é muito sensível. Além disso, em questão de meses tudo irá desaparecer.

 Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer.html

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