Meus amigos

Coisas esquisitas que só acontecem com crianças.

Comer meleca do nariz
Qual o risco? Nenhum. O muco não apresenta componentes nocivos e, de qualquer modo, costuma ser expelido pelas fezes. É salgadinho (para quem não se recorda dos tempos de infância, tem gosto de soro fisiológico), e é por isso que atrai tanto as crianças. Vale lembrar que as mais novinhas têm preferência pelos sabores adocicados – o salgado da meleca, então, seria uma nova experiência. E, embora seja para lá de asqueroso, ingerir catarro, vômito ou secreção de conjuntivite não oferece dano algum.
O que fazer? Ter paciência e entender que o hábito faz parte de uma fase de experimentação, que costuma passar por volta dos 4 ou 5 anos. “Sob o ponto de vista infantil, imagine o quanto é incrível brincar com uma bolinha que sai do próprio nariz?”, diverte-se David Elias Nisenbaum, pediatra do Hospital Infantil Sabará (SP). “Quanto mais a mãe ou o pai fazem cara de nojo, mais divertido é para o filho mexer com a meleca.” Moises Chencinski, pediatra pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), destaca que toda criança se envolve com esse “experimento científico”. “E não são as próprias mães que vivem falando que o filho precisa experimentar de tudo?”
Cocô “bomba atômica”
Qual o risco? Além de pregar um baita susto em quem está trocando as fraldas, nenhum. Aquele cocô que o recém-nascido expele em um jato nada mais é do que a liberação de gases intestinais. “A alimentação do bebê é unicamente de leite materno, e, por isso, as fezes são mais líquidas. Como a criança fica quase o tempo todo deitada ao nascer, acaba acumulando gases. Daí a ‘explosão’ acontece”, explica a pediatra Martha Matos, pediatra do Ambulatório de Pediatria Social mantido pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (SP).
O que fazer? Não se preocupar. Conforme a criança vai se movimentando mais, os gases são expelidos e o “fenômeno” para de acontecer.
Lamber superfícies sujas
Qual o risco? Enorme, em especial para os pequenos que têm a mania de lamber o chão ou a sola de sapatos. “Imagine que uma barata passou sorrateiramente pelo piso da sua cozinha e foi para a sala. Suas patinhas são capazes de levar para vários lugares uma série de doenças”, diz o pediatra Moises Chencinski. Exemplos? Febre tifoide, hepatite A e verminoses intestinais.
O que fazer? Essa atitude é comum e acontece em especial até os 2 anos, período em que costuma ser encerrada a chamada fase oral. Lavar a boquinha não adianta muita coisa, pois a contaminação é muito rápida. Como não dá para vigiar os pequenos 24 horas por dia, o ideal é sempre tentar manter a casa bem limpa e deixar os calçados longe da vista deles. Alguns, no entanto, chegam a lamber os móveis, as paredes... A solução é ficar de olho.
Comer cocô ou insetos e mexer na água da privada
Qual o risco? Alto, em especial no caso das fezes. A criança pode contrair inúmeras enfermidades, até se o cocô for dela mesma. O perigo é o mesmo em relação a mexer no vaso sanitário, foco de bactérias existentes nas fezes. O problema maior, no caso dos insetos é que os bichos podem ter entrado em contato com locais contaminados.
O que fazer? De acordo com Moises Chencinski, até os 4 anos a criança tem dificuldade em gravar o porquê das proibições, principalmente se ela ocorre em diferentes situações. “Em um dia, a mãe a flagra brincando com a água do vaso sanitário e dá uma tremenda bronca. Na manhã seguinte, o pai vê a mesma cena e a retira do banheiro, dizendo só que aquilo não pode. Na cabeça dos pequenos, são circunstâncias totalmente distintas”, afirma. Não é por isso, no entanto, que você não deve insistir em proibir e explicar as consequências. E limpar bem as mãozinhas da criança imediatamente. “Nada de álcool gel. O que realmente esteriliza é a boa e velha mistura de água e sabão”, diz Martha Matos. Observe atentamente a criança por alguns dias e procure o pediatra se houver febre, dor de barriga, diarreia, vômito ou perda de apetite.


Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer.html


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