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Financiamento de longo prazo

Saiba quais condições você deve avaliar antes de optar por um longo financiamento imobiliário. A extensão do prazo de crédito imobiliário para 30 anos foi comemorada no Brasil como uma conquista. Uma prova de confiança no futuro, que só países com economia madura têm segurança de assumir. Agora, vamos passar para o plano pessoal. Você tem condições de fazer o mesmo, assumir uma dívida de três décadas para concretizar o sonho da casa própria? Não é uma pergunta simples.
O que não dá para fazer é assumir uma dívida de longuíssimo prazo já saindo de um patamar alto de juros.”
                                                                       Evite comprar se...
• Não tiver as contas sob controle. Não vale gastar mais do que ganha e já entrar em um financiamento endividado. Isto é condição básica. Afinal, serão de 20 a 30% do orçamento comprometidos durante a maior parte de sua vida adulta. Quem não consegue se disciplinar hoje precisa primeiro aprender antes de assumir um compromisso com este peso.
• Estiver se baseando apenas no valor do aluguel. Isto não é motivo suficiente para entrar em um financiamento. Lembre-se que aluguel é serviço e não pode ser visto como um monstro. Para pagar uma prestação no mesmo valor do aluguel, é necessário escolher um imóvel menor e em um bairro menos valorizado e, portanto, mais distante e talvez inseguro. Do ponto de vista prático, aumentarão os gastos com transporte e alimentação, será mais tempo perdido no trânsito. Do ponto de vista psicológico, a diferença de qualidade pode trazer muita insatisfação. E não ficar feliz com a própria casa é um veneno. Não vale a pena trocar o aluguel por um mico.
• Estiver vivendo um momento de incerteza. São situações como desemprego ou a percepção de que o emprego está em risco, problemas de saúde que exigem gastos imprevisíveis, ter iniciado um negócio ou qualquer cenário pessoal anormal. Não se trata apenas de uma questão de dinheiro; assumir uma responsabilidade com este peso exige cabeça tranqüila.
• Se vai precisar logo de um imóvel maior. Comprar a casa própria é uma operação trabalhosa e cara. Se já sabe que vai precisar de um lugar maior (filho à vista, casamento ou parente que vai morar junto), não vale a pena se comprometer com um imóvel que não atende estas necessidades. É melhor esperar a situação clarear e comprar o imóvel definitivo.
                                                      Compre, mesmo se...
• Tiver medo de perder o emprego ou ficar doente. Risco sempre existe, como tudo na vida. É impossível prever o que pode acontecer em 20, 30 anos. Neste caso, trata-se de um risco calculado se a aquisição for financiada com juros adequados. Além disso, o crédito imobiliário embute um seguro para a perda de renda temporária. A pessoa pode ficar dois ou três meses sem pagar, as parcelas atrasadas são jogadas para o final. Se há duas pessoas com renda na casa, o risco também pode ser minimizado.
• Estiver sozinha com filhos. Se as contas estiverem no azul e houver renda compatível, estas condições compensam o risco. Para uma mulher nesta situação, é importante emocionalmente sentir a segurança da casa própria.
• Não estiver pensando em comprar. Mas se deparar com a oportunidade perfeita. De novo, se as contas estiverem no azul e houver renda, vale a pena. Não tem preço ser dono de um imóvel que atende a uma expectativa muito sonhada, como localização, tamanho ou estilo. E a preço de ocasião.
• Tiver que pagar aluguel e parcela do financiamento. Imóveis em construção têm desconto compensador e ao ficar pronto ganham nova valorização, o que compensa o gasto com aluguel. Se houver condições de arcar com os dois, invista. Além disso, tem venda mais fácil caso surja algum problema financeiro. Isto tudo, claro, se o imóvel atender todas as expectativas de localização e tamanho. 

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