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Pelotas... Princesa do Sul, a minha cidade.

                                                                      Princesa do Sul
Cognome recebido por ser considerada a cidade mais importante da província. Pelotas cresceu e se desenvolveu como nenhuma outra, exercendo grande influência econômica, cultural e política em todo o Rio Grande do Sul. Para falar da história de Pelotas não podemos deixar de falar das Charqueadas, onde tudo se iniciou, em 1780, quando José Pinto Martins fundou às margens do Arroio Pelotas a primeira Charqueada, iniciando a Freguesia de São Francisco de Paula, mais tarde Vila, que em 1835 elevou-se à cidade de Pelotas.
Naquela época, as classes dominantes eram constituídas de fazendeiros (criadores e invernadores), charqueadores e comerciantes. Fazendeiros e comerciantes existiam por toda a Província, mas só em Pelotas estavam os charqueadores. Os charqueadores pelotenses, detentores de poder político e econômico, decorrentes das riquezas obtidas através da exploração e exportação do charque, criaram uma arquitetura aristocrática imponente, condizente com suas aspirações à nobreza, e para isto não mediram esforços. Trouxeram arquitetos famosos da Europa para construir seus palacetes, formando um conjunto arquitetônico único e monumental, de estilo Eclético. Eles quiseram que o lugar prosperasse, e o lugar prosperou. Passear hoje pelas ruas desta cidade nos faz ver este passado com os mesmos olhos daqueles que aqui viveram ou por aqui passaram.
Em Pelotas habitaram nove barões, dois viscondes e um conde, o que colaborou para denominar a sua sociedade como a Aristocracia do Charque, ou, ainda, como os Barões da Carne Seca.
Bela Princesa do Sul, de berço privilegiado, desde o cuidado no seu traçado, até seus mínimos detalhes arquitetônicos, ricamente trabalhados em moldes europeus. Seu glamour foi tal que recebeu este cognome. Seu povo foi responsável pelo seu desenvolvimento e conseqüente crescimento cultural, legando-nos, até hoje, um patrimônio no qual sua história retrata-se.

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