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Beijar fumantes

Beijo com sabor de cigarro: você gosta?

Como definir o sabor da nicotina? É um gosto meio amargo, latejante, inconfundível. Muita gente que não fuma o abomina radicalmente.
E quando a menina que você tá pegando na balada acabou de fumar um cigarro? Você deixaria de beijar alguém pra fugir do gosto?

“O beijo fica ruim. Se a menina é fumante, perde pontos comigo”, afirma Anderson Peres, 21 anos, que conta ter pegado pouquíssimas garotas fumantes em razão deste desconforto. Ele explica que “o cigarro não sai da boca. Pode chupar bala, mascar chiclete, escovar os dentes... Demora muito tempo pra sair!”.

Mas lógico que a sensação não é reprovada por todos - do contrário não viciaria tanta gente.
Para alguns, o sabor químico é um atrativo a mais. Muitos ainda conferem glamour e charme ao gesto de fumar...

A verdade é que o cigarro sempre carregou uma história de sensualidade, beleza, poder e rebeldia. E atualmente, apesar das restrições das leis anti-tabagistas, essa mística continua sendo reforçada por cinema, TV, música e outdoors. Há até não fumantes que apreciam o aroma!

Natalia Souza tem 15 anos. Está começando a beijar em baladas e os meninos da sua idade estão começando a fumar. Ela jura que nunca experimentou cigarro, mas não achou ruim quando beijou um fumante: “o sabor é até gostoso. Não fumo porque sei que faz muito mal, só que não deixaria de ficar com ninguém por causa disso”.

Que o cigarro faz mal, não é novidade pra ninguém. Ainda assim vale salientar a procedência assustadora de alguns de seus componentes: a nicotina é responsável por induzir à dependência - quem gosta de beijar fumantes deve tudo a ela.

Porém, além de seu elemento mais conhecido, a fumaça do cigarro ainda carrega outras 4720 substâncias tóxicas - 60 delas cancerígenas -, como ddt (agrotóxico); polônio 210 e carbono 14 (substâncias radioativas); chumbo e cádmio (metais pesados); amônia (utilizada em limpadores de banheiro); níquel, arsênico, formol e monóxido de carbono.
Nomes pouco agradáveis, não?
“Sinto-me lambendo um cinzeiro”, compara Daniel Tomiate, de 19 anos. Avesso ao gosto e ao cheiro, ele diz que “não suportaria mais do que uma noite” com uma garota fumante. “Não acho normal ser feliz engolindo fumaça”, complementa.

Ao lado de Daniel no momento da entrevista, seu amigo Rodrigo Pedroso, de 21 anos, ri das declarações extremistas sobre o fumo. “É um fenômeno que já está há muito tempo presente na sociedade”, acredita.
Rodrigo é fumante há pelo menos quatro anos, mas não incentiva o hábito: “isso nunca fez bem a ninguém. Se puder evitar, evite”.

Para ele, um namoro entre fumante e não fumante tem boas chances de dar errado, embora não acredite que o gosto da nicotina atrapalhe mais um beijo do que o de bebidas alcoólicas, por exemplo.

Como se vê, mais do que um malefício à saúde, o cigarro pode muitas vezes prejudicar relacionamentos.
Motivo para abandonar o prazer que ele proporciona? Fica a seu cargo decidir (e também ao cargo de quem for te beijar). 


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