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Pelotas 200 anos. (parte5)

Raras precipitações de neve

Um dado climático interessante foi a ocorrência de uma precipitação de neve, no dia 8 de julho de 1994, em Pelotas, das 11h00 às 13h30. Até esta data, não havia nenhum registro oficial de queda de neve no município. O fenômeno foi de fraca intensidade na área urbana do município, não chegando a cobrir de branco a paisagem. Entretanto, a queda de neve teve maior intensidade no interior do município, em distritos como Cascata e Quilombo, chegando a cobrir a vegetação com uma camada branca.
Em 4 de setembro de 2006, também foi registrada queda de neve no município de Pelotas. Houve precipitação de neve em flocos nos distritos mais elevados e na cidade vizinha de Canguçu e, na área urbana de Pelotas, na forma de neve granular, durante o período da tarde.
Em 5 de setembro de 2008, a cidade também registrou neve granular, misturada à chuva congelada.
Em 3 de agosto de 2010, novamente foram registrados períodos de neve granular na cidade, entre as 11h e as 18h.

 Temperaturas extremas

Em 1 de agosto de 1955, o município registrou uma temperatura mínima de -3,4 °C, a mais baixa registrada em Pelotas. Esta mínima foi registrada na área urbana, sendo que no interior do município, devido à maior altitude, a temperatura deve ter sido mais baixa. Outras temperaturas extremas foram -3 °C, em 30 de junho de 1996, -2,7 °C, em 19 de julho de 1975, -2,4 °C, em 31 de julho de 2009, -2 °C, em 30 de julho de 2007 e -1,6 °C, em 12 de julho de 2007.
A temperatura mais alta registrada em Pelotas ocorreu em 8 de janeiro de 2006, com 41 °C. O município registrou em apenas dois outros dias temperaturas na casa dos 40 °C: em 27 de dezembro de 1999, com máxima de 40 °C, e em 10 de janeiro de 2006, também com máxima de 40°C.

Fauna

Devido a sua localização e suas características de vegetação e relevo, o município apresenta tanto fauna aquática como fauna de campo e de área serrana. Pelotas possui desde gaivotas e marrecos, aves típicas da zona lagunar de litoral, até a perdiz e a ema, que são próprias das zonas da Campanha gaúcha.
A zona mais rica em fauna, no município, é a zona dos banhados, com inúmeras espécies de peixes, anfíbios como a , répteis como o jacaré do papo amarelo e tartarugas, e mamíferos como capivaras, preás, lebres, lontras, gambás, doninhas, graxains (sorro), ratões-do-banhado e zorrilhos.
A zona serrana possui uma fauna mais pobre, principalmente por se tratar de uma zona de transição, e também em consequência do desmatamento. Jaguares, jaguatiricas e suçuaranas já não existem mais nessa área. Destacam-se, na área serrana e na área dos campos: mamíferos como veado-virá, veado-campeiro, lebre, tatu, raposa, gambá, capivara, graxaim, aves como chimango, perdiz, caturrita, quero-quero, jacu, ema, seriema, pomba do mato (pombão), cardeal-de-topete-vermelho, periquito, tico-tico, joão-de-barro, répteis como lagarto, cobra cruzeira, cobra verde e peixes como traíra, jundiá, lambari etc.

Vegetação

Vista desde o Hipódromo da Tablada ao entardecer - em primeiro plano, uma araucária.

Margem do Canal São Gonçalo.


A maior parte da área rural de Pelotas é composta por campos, com vegetação rasteira e herbácea (pampas). Outra formação importante, que ocorre na forma de pequenos bosques e de forma bastante esparsa no município, por ter sido reduzida pela ocupação humana, é a floresta estacional semidecidual.[26] A vegetação nativa, tanto no domínio dos campos quanto no das matas, apresenta ocorrência de árvores como corticeiras e araucárias, entre outras. A existência da araucaria angustifolia é maior no interior do município, onde a altitude mais elevada e a maior distância do mar favorecem a sua ocorrência, mas esta árvore também é bastante encontrada nas áreas mais baixas, incluindo as zonas urbana e litorânea.
Merece registro o crescimento da silvicultura, que tem promovido o florestamento das áreas de campos com árvores exóticas, como eucaliptos, pinhos e acácias, utilizadas na indústria madeireira, ao lado de espécies de tradicional uso paisagístico (salsos-chorões, ciprestes, cedros, álamos e plátanos).
Pelotas está a 55 km de distância do Oceano Atlântico, e possui uma praia lacustre chamada Laranjal (na laguna chamada Lagoa dos Patos). Nas proximidades desta praia, são encontrados banhados e algumas dunas de areia esparsas.


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