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Salve-se das estrias!



As estrias seguem mais ou menos a mesma lógica do pneu do seu carro ou bicicleta: se você começar a encher demais, ele deforma e depois estoura. Assim funciona também a pele dos humanos! Esticou demais, seja por causa do crescimento, alterações hormonais ou aumento de peso, as fibras elásticas da se rompem e aparece aquele vergão avermelhado, formado pelo sangue que vazou dos capilares - pequenos vasos de sangue - e inundou as fibras rompidas.

Certeza que é estria mesmo?
Segundo o médico dermatologista Dr. Paulo Freire, a ruptura das fibras forma lesões lineares, geralmente paralelas, que podem variar de um a vários centímetros de extensão. Surgem principalmente nas coxas, nádegas, abdômen - mais em mulheres, durante a gravidez - mamas e dorso do tronco.

No começo elas são avermelhadas ou róseas e ficam esbranquiçadas com o passar do tempo. Em pessoas morenas podem ser mais escuras que a tonalidade normal da pele.

omo evitar
Para tentar driblar o aparecimento das estrias, o melhor é hidratar muito e sempre a pele com cremes e loções indicados por seu dermatologista. Ingerir pelo menos um litro de água por dia e evitar engordar demais e rapidamente também ajuda.

A galera que curte malhar deve passar longe de substâncias para aumentar a massa muscular, pois o aumento rápido do volume causa o aparecimento das indesejadas marcas na pele.

Quero uma pele nova!
Infelizmente as estrias são lesões irreversíveis, mas existem alguns tratamentos que ajudam a amenizar seu aspecto. Eles estimulam a formação de tecido subjacente - fibras colágenas e elásticas, tipo uma renovação da pele - tornando-as mais parecidas com com a região ao redor. Normalmente os melhores resultados são obtidos com a associação de métodos diferentes. Bate um olho em alguns deles (lembrando sempre que pajelança e tratamentos caseiros não são indicados; procure um dermatologista que irá lhe dizer o tratamento ou a combinação mais indicada):

Ácidos: alguns tipos de ácidos, especialmente o ácido retinóico, estimulam a formação de colágeno, melhorando o aspecto das estrias. Pode haver descamação e vermelhidão no local, e é bom ficar longe do sol durante um tempo;

Peelings: têm a mesma ação dos ácidos, mas agem de forma mais rápida e intensa. Também precisa ficar afastado do sol;

Subcisão: é a introdução de uma agulha grossa, com ponta cortante, ao longo e por baixo da estria, com movimentos estilo vai e vem. O trauma causado leva à formação de colágeno no local, que preenche a área onde o tecido estava danificado. O nome é estranho e a descrição da técnica também, mas o resultado é bom;

Implante de colágeno: aplicado no local, preenche a área onde o tecido estava degenerado. Não se assuste com o aparecimento de uma mancha roxa (equimose). Ela faz parte do tratamento, pois a reorganização do sangue também dá origem à formação de colágeno.

Dermoabrasão: é o lixamento das estrias, que provoca reação semelhante à dos peelings, com formação de colágeno, mas com a vantagem de regularizar a superfície da pele, que fica mais uniforme;

Intradermoterapia: consiste na injeção ao longo e sob as estrias de substâncias que provocam uma reação do organismo estimulando a formação de colágeno nas áreas onde as fibras se romperam. Na real, quem comanda é o colágeno!

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