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Saiba como combater a obesidade infantil

Não é novidade para ninguém que gordura em excesso no organismo provoca diversos problemas de saúde. O preocupante é que a obesidade atinge cada vez mais crianças e jovens. Veja as causas desse problema e como eliminá-lo da vida de seu filho.

De acordo com um levantamento feito pelo IBGE, entre 2002 e 2003, 18% dos meninos e 15,4% das meninas entre 10 e 19 anos estão com sobrepeso. Esse índice na pesquisa realizada em 1974/75 era de 3,9% para os adolescentes do sexo masculinos e 7,5% para as garotas.

"Os pais não estão transmitindo os bons hábitos alimentares a seus filhos, pois a família não senta mais a mesa", adverte Dr. José Augusto Taddei, chefe da Disciplina de Nutrição e Metabolismo do Departamento de Pediatria da Unifesp.

As refeições são substituídas por lanches e alimentos industrializados. Esses produtos não têm tantos nutrientes e em compensação são altamente calóricos. "Algumas mães acreditam que se derem um pacote de salgadinho e refrigerante estão alimentando o seu filho mais que se oferecessem um prato de arroz e feijão com um suco natural", afirma Dr. Taddei.

No entanto, não é possível cortar todas as guloseimas de uma hora para outra do cardápio da criança. "Faça substituições: no lugar do refrigerante normal, ofereça a seu filho a versão diet", ensina a Dra. Lidiane Perlamagna, especialista em Endocrinologia Pediátrica.

"A criança é fruto do meio em que vive. Ela come o que o adulto oferece. Por isso, toda a família tem que seguir uma alimentação saudável", recomenda Zuleika Halpern, endocrinologista e membro da diretoria da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).

De acordo com a pediatra Lidiane, as crianças possuem um metabolismo mais acelerado, por isso é mais fácil obter resultado com as dietas. Mas, a Dra. Zuleika adverte: "não adianta preparar aquela comidinha de dieta somente para a criança, toda a família deve sofrer uma reeducação alimentar".

Dessa forma, todos, e não apenas seu filho, serão beneficiados com uma alimentação saudável. "Vários pais ficam satisfeitos porque perdem peso junto com seus filhos", conta a endocrinologista.

A profissional alerta ainda para um grande problema: os alimentos oferecidos nas cantinas escolares. "Eu acredito que a escola deveria oferecer educação em todos os níveis, inclusive relacionada à alimentação", diz. "Não há como garantir que o aluno irá seguir uma alimentação saudável em casa, mas pelo menos na escola ele seguirá", completa.

Veja abaixo algumas dicas da Dra. Maria Pessoa Bitelli para fazer seu filho se alimentar melhor.

Quando pequenas, as crianças se encantam por cores. Então um prato colorido pode ser uma opção; Chame a criança para ajudar na preparação das refeições, pois ela ficará mais entusiasmada para comer o que preparou;
Tente fazer receitas diferentes utilizando determinados alimentos para agradar o seu filho; Ofereça o alimento à criança em um ambiente tranqüilo e sem pressão;
Não tenha em casa alimentos convidativos, como doces e outras guloseimas. Apenas de vez em quando, durante um passeio, compre alguma guloseima;
Aproveite para oferecer um alimento novo quando um amiguinho estiver presente na hora da refeição. Certifique-se que o amigo gosta do que você irá servir e ofereça aos dois. É mais provável que ele experimente se vir o outro comendo e gostando.

Atividades físicas
Além dos maus hábitos alimentares, outro fator que contribui para o excesso de peso é a falta de atividades físicas. "As crianças ficam muito tempo em frente ao computador, videogames e tv", diz a Dra. Lidiane.

Talvez por causa da falta de segurança nas ruas, as mães "prendem" cada vez mais seus filhos em casa. Mas, segundo a Dra. Zuleika isso não é uma justificativa. "Os pais podem levar as crianças em áreas públicas de lazer, como os parques", aconselha.

No entanto, às vezes é muito difícil competir com meios de comunicação tão atraentes para os jovens. O segredo, nesse caso, é restringir os horários. "Os pais têm que impor alguns limites", aconselha Dra. Lidiane.

Conseqüências
Uma criança obesa tem grande probabilidade de se tornar um adulto com problemas de saúde como a hipertensão, alterações ortopédicas, diabetes, taxa de colesterol alta.

"Além das doenças, há os fatores psicológicos. A criança gordinha pode receber apelidos e ficar estigmatizada", alerta a Dra. Zuleika.

Fonte: Serviço:
Dra. Maria Pessoa Bitelli - endocrinologista
Telefones: (11) 4438-4150 e 4436-6014

Dra. Lidiane Perlamagna - pediatra, especialista em Endocrinologia pediátrica do Hospital das Clínicas e membro da equipe de pediatria do Hospital San Paolo
Email: li.perlamagna@bol.com.br

Dra. Zuleika Halpern - endocrinologista e membro da Abeso (Associação Brasileira para o estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica)
Endereço eletrônico: www.clinicahalpern.com.br

 

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