Meus amigos

A palmada é uma medida educativa?

Às vezes penso em dar umas palmadas

Imaginem um gigante de 3 metros de altura vindo em sua direção, com raiva para agredi-los. É exatamente assim que se sente uma criança de 5 ou 6 anos de idade quando um de seus pais a ameaça de bater. O que faz com que pais e mães pensem em bater nos filhos? Alguns são capazes de espancá-los. Como isso é possível? Para responder a estas perguntas é preciso refletir sobre a questão do limite, não só o limite que deve ser dado aos filhos, mas, principalmente, o próprio limite dos pais.

Amanda tem 8 anos e adora ver TV durante a tarde. Com isso deixa de fazer suas lições e estudar para as provas. Seus pais chegam por volta das 18:30h e, para esta família, o jantar é servido às 19h e todos devem estar à mesa. É um momento importante para compartilharem as situações do dia.

- Amanda, o jantar está na mesa. Chama Cecília, sua mãe.
- Não estou com fome agora. Responde Amanda.
- São 7 horas, é hora de jantarmos.
- Só mais um pouquinho, o desenho já está acabando.
E esse diálogo se arrasta por alguns minutos. Cecília argumenta e Amanda contra-argumenta. Cecília cede um pouco, mas Amanda já tem outra desculpa para não sair da frente da TV. O clima de tensão e o tom da conversa vão aumentando a cada desculpa ouvida. Roberto, pai de Amanda, ouvindo a discussão e também já irritado, pergunta se ela já fez a lição. Tendo um não como resposta, entra na sala de TV, desliga o aparelho e, aos gritos, ordena que Amanda vá jantar. Amanda, chorando, responde também gritando que não vai, que não tem fome, e, desafiando Roberto, liga a TV. 
Com muita freqüência histórias como esta terminam em agressões físicas que vão desde a palmada até o espancamento. Onde está o problema? Quando Roberto e Cecília determinaram a hora do jantar e que toda a família deveria estar reunida, certamente não consideraram que um dia teriam uma criança como membro desta família e que, como individuo, tem seus próprios desejos, e como criança, não aceita não satisfazê-los. Cientes disto cabe aos pais rever suas regras, quer para mantê-las, quer para ajustá-las. Se a decisão é manter a regra, deve-se evitar o prolongamento da discussão deixando claro, desde o início, que não haverá exceções.

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