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O calendário dos diversos povos


CALENDÁRIO ASTECA

O calendário asteca era basicamente igual ao dos maias.O ano possuí início no solstício de inverno com um ciclo de 18 meses de 20 dias cada e mais um curto período, ou mês diminuto de 5 dias.
Com 104 anos comuns tinha-se um grande ciclo no qual intercalavam 25 dias.Laplace, matemático, dizia que o ano-trópico asteca era mais exato do que o de Heparco.
Essa exatidão do ciclo de 260 anos sagrados em relação ao exato movimento do Sol, possuía uma diferença de apenas 0,01136 de dia, ou seja, um pouco mais de um centésimo de dia.
O calendário asteca dava aos dias nomes próprios que correspondiam a números de ordem no decorrer do mês.Os dias corriam de 1 a 20, e os festivais eram comemorados no último dia do mês.
A escrita da data informava o ano em curso, o número e o nome do dia, sem mencionar o dia do mês e o próprio mês. Para citar uma ocorrência de longa duração, os astecas informavam apenas o ano em curso.

Dias correspondentes no mês
4 5 1 2 3 9 10 6 7 8 14 15 11 12 13 19 20 16 17 18

Nomes no calendário asteca
Cipactili
Ehecatl
Calli
Cuetzpalin
Coatl
Miquiztli
Mazat
Tochtli
Atl
Itzcuintli Ozimatili
l Mallinalli
Acatl
Ocelotl
Quauhtli Cozcaquauhtli
Ollin
Tecpatl
Quiauitl
Xochitl

Os meses no calendário asteca eram 18, totalizando 360 dias, mais cinco dias suplementares, denominados Nemotemi ou "dias vazios"

Meses astecas
Atlcaualco
Tlacaxipeualiztli
Tozoztontli
Uei Tozoztli
Toxcatl
Etzalqualiztli
Teccuiluitontli
Uei Tecuiluitl
Tlaxochimaco
Xocoueztli
Ochpaniztli
Teotleco
Tepeiluitl
Quecholli
Panquetzaliztli
Atemoztli
Tititl
Izcalli

Fonte: http://puccamp.aleph.com.br/1999/calendario/asteca.html

http://www.novomilenio.inf.br/porto/mapas/nmcaleni.htm

CALENDÁRIO BABILÔNICO
Um dos calendários mais antigos, compreende 12 meses lunares (divididos em quatro semanas), de 29 ou 30 dias cada um, cujo início é assinalado pelo aparecimento da lua nova.
O ano tem 354 dias, 11 dias a menos que o ano solar. Ao fim de três anos há uma defasagem de cerca de um mês em relação ao ano solar. Para resolver essa diferença foi acrescentado um mês complementar (13º mês) ao final de cada período de três anos

Meses babilônicos
01. tishrê 05. shevat 09. sivan
02. cheshvan 06. adar 10. tamuz
03. kislev 07. nissan 11. av
04. tevet 08. iyar 12. elul

O mês suplementar é introduzido após elul ou adar, conservando o mesmo nome seguido da indicação de segundo. Para determinar a época de acrescentar o mês complementar, observava-se o nascer de determinadas estrelas e constelações. Muitas observações causavam erros.Chegou-se a colocar dois meses suplementares no mesmo ano.
Em cerca de 480 a.C., os babilônios adotam um ciclo de 19 anos, no qual introduzem os meses complementares em sete anos. Dessa forma conseguem maior concordância entre o ano lunar e o solar.
A antiga cidade da Babilônia na Mesopotâmia, no reinado de Nabucodonossor II, era uma maravilha para os olhos dos viajantes. "Além do tamanho, escreveu o historiador Heródoto, em 450 a.C., a Babilônia ultrapassa em esplendor qualquer cidade do mundo conhecido até hoje". Jardins Suspensos: Relatos indicam que foram construídos pelo rei Nabucodonosor, que reinou por 43 anos, a partir do ano 605 antes da nossa era. Este período marca o apogeu e influência tanto da Babilônia quanto de Nabucodonosor, que construiu uma infinidade de templos, ruas, palácios e muralhas. Sabe-se que os Jardins foram construídos para alegrar a amada esposa de Nabucodonosor, a Rainha Amyitis, que sentia saudades das montanhas verdejantes de sua terra natal.

Fonte: http://www.terravista.pt/Enseada/7820/ass6.htm
www.jardimdeflores.com.br/ESPECIAIS/ A14babilonia.html

CALENDÁRIO CHINÊS

O calendário surgiu com o terceiro herói cultural, Huang-ti, o Senhor Amarelo ou Senhor Augusto. Foi introduzido em 2.637 a.C., baseado nas fases da lua e, posteriormente, no ano lunissolar de 12 meses.
Cada mês pode ter 29 ou 30 dias e o ano tem 354 ou 355 dias. Comporta dois ciclos: um de 12 anos (354 ou 355 dias, ou 12 meses lunares) e um de sete anos (com anos de 383 ou 384 dias, ou 13 meses). Os chineses inserem meses adicionais em intervalos fixos para resolver a diferença entre o ano solar (365 dias) e o ano lunar (354 dias). O ano novo começa sempre em uma lua nova, entre 21 de janeiro e 20 de fevereiro.

O calendário chinês é o mais antigo registro cronológico que há na história dos povos. E com o calendário, onde cada ano recebe o nome de um dos 12 animais: galo, cão, porco, rato, búfalo, tigre, gato, dragão, serpente, cavalo, cobra e macaco, surgiu o horóscopo chinês, os 12 signos animais ou subdivisões do mundo (que formam o Astral Chinês).

Os anos do Dragão repetem-se a cada 12 anos. O ano do Dragão Dourado ocorre uma vez a cada 3000 anos (ocorreu no nosso ano 2000) e é suposto trazer a harmonia completa dos cinco elementos da filosofia chinesa (metal, madeira, água, fogo e terra), o que se refletiria em um sentimento de felicidade para todos.

Fonte: http://www.nippobrasil.com.br/zashi/2.milenio/106.shtml

http://sites.uol.com.br/ichs/como.html

CALENDÁRIO EGÍPCIO
Primeiro calendário da história da humanidade e começa com a enchente anual do rio Nilo. Surge por volta de 3000 a.C. O ano tem 365 dias, divididos em 12 meses de 30 dias e mais cinco dias extras, dedicados aos deuses.
Os egípcios são os primeiros a utilizar um calendário solar , embora os 12 meses de 30 dias sejam de origem lunar. O ano tem 365 dias - e 6 horas a menos que o ano solar, o que significa atraso de um dia a cada quatro anos.

Havia três estações determinadas pelo fluxo do rio Nilo: Cheias (akket); Semeio (pert) e Colheita (shemu). A relação entre as estações definidas pelo Nilo e as estações naturais era feita pelo nascer heliacal da estrela Sirius, conhecida dos egípcios pelo nome de Sothis. A primeira aparição da estrela no céu da manhã, depois da sua conjunção com o sol determinava o início da contagem das estação das Cheias.

O calendário egípcio foi reconhecido pelos astrônomos gregos e tornou-se o calendário de referência da astronomia por muito tempo. Copérnico usou-o para construir suas tábuas da lua e planetas. Já no ano 238 a.C., o rei Ptolomeu III tentou acrescentar um dia extra ao calendário a cada 4 anos, como no ano bissexto atual. No entanto sua proposta não teve eco. Somente entre 26 a.C. e 23 a.C., a modificação é realizada, sob o império romano na mão de Augusto que introduziu tal modificação no calendário.

MESES EGÍPCIOS
01. thoth
02. phaophi
03. athyr
04. choiak 
05. tybi 
06. mechir 
07. phamenoth 
08. pharmouthi 
09. pachons 
10. payni 
11.epiphi 
12. mesore

O ano egípcio de 23 - 22 a.C. possui o mês correspondente a agosto com 30 dias. A partir de então, este mesmo mês voltou a possuir 29 dias salvo nos anos bissextos, quando tinha um dia a mais. Esse novo calendário passou a se chamar Alexandrino.

Esta reforma não foi aceita integralmente e os dois calendários permaneceram paralelos até pelo menos 238 d.C. Os astrônomos e astrólogos mantiveram a notação antiga. Ptolomeu usava-o, salvo no tratado de fenômenos anuais em que o novo calendário tinha mais conveniência.

Os persas adotaram o antigo calendário egípcio em 500 a.C. Não é bem certo se foi adotado exatamente ou com modificações. Os armênios ainda o adotam. Os três últimos meses do calendário armênio correspondem exatamente aos três primeiros do antigo calendário egípcio. Em seguida vêm os cinco dias finais, característicos deste.

O calendário alexandrino é ainda usado na Etiópia, na igreja Cóptica e para fins de agricultura no moderno Egito e vizinhos do norte da África.

CALENDÁRIO GREGO

Na Grécia, cada cidade-Estado tem seu calendário, embora todos sejam semelhantes. A princípio lunares, tornam-se lunissolares. O mais difundido é o ateniense.
Usado na Grécia antiga, originário de Atenas, é formado por 12 meses de 29 (meses cavos) e 30 dias (meses plenos) alternados. Ano de 354 dias, mais curto que o ano solar cerca de 11 dias. Para manter a coincidência dos meses lunares com o ano solar, os atenienses intercalam um 13º mês. Existem anos de 354 ou 355 dias e outros de 384 ou 385 dias.

Para disciplinar o uso desses diferentes anos, institui-se um ciclo de oito anos, que compreende cinco anos de 354 e três de 384 (com 30 dias nos meses 3, 5 e 8). O ajuste, para que as festas religiosas sejam celebradas nas mesmas fases lunares e estações do ano, apresenta uma diferença (atraso) de 3 dias em 16 anos.

Os atenienses não conhecem a semana, dividem o mês em três dezenas. Por volta de 432 a.C., o astrônomo Méton descobre um ciclo de 19 anos, que permite uma concordância lunissolar muito maior (a cada 19 anos, as mesmas fases da Lua ocorrem nos mesmos dias do ano). Os atenienses escrevem a descoberta em letras de ouro no templo de Atenas. De acordo com o ciclo metônico, os anos 3, 6, 9, 11, 14, 17 e 19 têm 13 meses e o restante, 12.


hekatombaion -mês das hecatombes, isto é, dos sacrifício
metageintnion - dos despejos
boedromion - das corridas
pyanopsion - das favas cozidas, festejando Apolo
maimakterion -das tempestades,celebrando-se festas para acalmar Zeus
posideion - consagrado ao deus Poseidon, ou Netuno
gamelion - das núpcias
anthesterion - das flores
elaphebolion - da caça aos veados
mounikhion - de Ártemis de Munychion
thargelion - da festa de Apolo e Ártemis
skirophorione - da festa feminina em honra de Atena, ou Minerva

Fonte: http://www.terravista.pt/Enseada/7820/ass10.htm

CALENDÁRIO GREGORIANO
O ponto de partida da era Cristã foi a escolha do ano zero para o nascimento de Jesus. Isto foi fixado no século VI, por um monge armênio, chamado Denis, o Pequeno.
Denis reteve como primeiro ano da era cristã (ano 1, portanto) o ano 754 da era romana e colocou o dia primeiro do ano no dia 25 de março, dia da concepção pela Virgem Maria de Cristo. Porém ele cometeu um erro de cálculo, pois o rei Herodes já estava morto em 754, e portanto historiadores e teólogos cristãos consideram a data provável do nascimento entre o ano 8 e 4, sendo mais plausíveis os anos entre 7 e 6 antes da nossa era e portanto sete ou seis anos antes do zero convencional.

Em 1565 d.C., Carlos IX fixa de novo o começo do ano em primeiro de janeiro. Dezessete anos mais tarde, o papa Gregório XIII confirma esta decisão quando da reforma do calendário juliano.

O calendário gregoriano dividia o ano em trezentos e sessenta e cinco dia e um quarto, em dozes meses de tamanhos desiguais e em cinqüenta e duas semanas além do recurso aos anos bissextos.

A reforma deste papa aconteceu 1582, porque o equinócio da primavera (no hemisfério norte - no hemisfério sul começa o outono) tinha se antecipado em 10 dias. Portanto caiu no dia 11 de março em vez do dia 21. Para recolocar o equinócio da primavera no dia 21 de março era necessário retirar 10 dias do calendário Juliano. Assim o papa Gregário XIII decretou que a reforma fosse implantada omitindo-se dez dias (5 a 14) de outubro de 1582. Consequentemente o primeiro dia no calendário Gregoriano é o dia 15 de outubro de 1582.

Suprimiu dez dias, organizou os bissextos quando as duas primeiras cifras são divisíveis por quatro. De acordo com esta norma o ano de 1600 e 2000 são bissextos enquanto que os anos de 1700, 1800 e 1900 foram normais.
Começou a ser usado nos países ditos católicos, mas as nações protestantes não o aceitaram imediatamente. A Alemanha só o assumiu em 1700 d.C., a Inglaterra em 1751 d.C., a Bulgária em 1917, a Rússia em 1918, a Romênia em 1919 e a Grécia só em 1923.

Calendário cristão: é o próprio calendário gregoriano, com a inclusão de festas religiosas móveis, definidas a partir da Páscoa. Os períodos e acontecimentos anteriores passam a ser datados com a sigla a.C. (antes de Cristo) e contados de trás para a frente.

O calendário cristão é hoje o calendário quase universal, pelo menos como paradigma nas relações internacionais.

Fonte: http://www.arquidiocese-sp.org.br/curiosidades/calendarios.htm

CALENDÁRIO HINDU

O hindu, é a terceira maior religião do mundo com 12,8%, tem o tempo dividido em yugas, cujo período diminui à medida que o tempo passa, numa metáfora do declínio da humanidade.

Atualmente, a Era Hindu está no último yunga - o mais degenerado - iniciado em 3102 a.C. e que terminará daqui a 432 mil anos.

O calendário hindu, criado em 1000 a.C e hoje usado apenas para calcular datas religiosas, é dividido em 12 meses, mas cuja soma fica em 354 dias. Para resolver a diferença, acrescenta-se um mês a cada 30 meses.

CALENDÁRIO INDÍGENA

Os índios brasileiros não tinham mais que rudimentos mínimos de um calendário, sem qualquer teorização ou padronização.
Conheciam apenas as quatro fases da lua e sua repetição cíclica, e notavam algumas mudanças, como as épocas de calor, chuva, frio, cheias dos rios, piracema, amadurecimento dos frutos. Não dividiam o dia em horas.

Algumas tribos, como a dos guaranis, conheciam duas estações: do Sol (coaraci-ara) e das chuvas (almana-ara). Os caingangues, no Sul do Brasil, contavam até dez dias passados ou futuros, usando os dez dedos das mãos. "Ningké" significa "mão" e "ten" quer dizer "com". Reunidos esses ordinais com a palavra Sol, obtinham os dias da semana, e com a palavra Lua, as semanas.

Dias caingangues

01 - pir
02 - lenglé
03 - tektong
04 - vaitkanklá
05 - petigare
06 - ningkéntenyrn
07 - ningkéntenyrnlenglé
08 - ningkéntengrutektong
09 - ningkéntyrukenkta
10 - ningkévaitklitp

Fonte: http://www.novomilenio.inf.br/porto/mapas/nmcaleni.htm

CALENDÁRIO JUDAICO

O calendário judaico, diferentemente do gregoriano, é baseado no movimento lunar. Onde cada mês se inicia com a lua nova (quando é possível visualizar o primeiro reflexo de luz sobre a superfície lunar. Antigamente o calendário era determinado simplesmente por observação.
O grande problema com o calendário lunar é que se compararmos com o calendário gregoriano, temos em um ano solar 12,4 meses lunares, o que ocorre uma diferença a cada ano de aproximadamente 11 dias, para compensar esta diferença, a cada ciclo de 19 anos acrescenta-se um mês inteiro (Adar II).São acrescidos no terceiro, sexto, oitavo, décimo-primeiro, décimo-quarto, décimo-sétimo e décimo-nono anos desse ciclo.
Início da contagem - O ínício da contagem do calendário judaico se refere à criação do mundo.

Os mêses do calendário judaico
O primeiro mês do calendário judaico e o mês de Nissan, quando temos a comemoração de Pessach. Entretanto, o ano novo judaico ocorre em Tishrei (qundo é acrescentado um número ao ano anterior).

Mes Duração equivalente ao calendário gregoriano
Nissan 30 dias março - abril
Iyar 29 dias abril - maio
Sivan 30 dias maio - junho
Tammuz 29 dias junho - julho
Av 30 dias julho - agosto
Elul 29 dias agosto - setembro
Tishrei 30 dias setembro - outubro
Heshvan 29/30 dias outubro - novembro
Kislev 30/29 dias novembro - dezembro
Tevet 29 dias dezembro - janeiro
Shevat 30 dias janeiro - fevereiro
Adar 29/30 dias fevereiro - março
Adar II 29 dias março - abril


Fonte: http://www.chabad.org.br/

http://www.judaismo.com.br/

http://asreligioes.globo.com/
CALENDÁRIO JULIANO

No ano 46 a.C. Júlio César (Gaius Julius Cesar, 102 - 44 a.C.), orientado pelo astrônomo alexandrino Sosígenes (90 - ? a.C.), reformou o calendário romano, para uniformizar os calendários diferentes usados pelos territórios ocupados pelos romanos. Introduziu o Calendário Juliano, de doze meses, no qual a cada três anos de 365 dias seguia outro de 366 dias (ano bissexto). Assim, o ano juliano tem em média 365,25 dias.
Para acertar o calendário com a primavera, foram adicionados 67 dias àquele ano e o primeiro dia do mês de março de 45 a.C., no calendário romano, foi chamado de 1 de janeiro no calendário Juliano. Este ano é chamado de Ano da Confusão.

As principais reformas são: o início do ano passa de 1º de março para 1º de janeiro; os meses passam a ter 30 e 31 dias intercalados (exceto fevereiro); quintilis e sextilis ficam com 31 dias porque têm nome de imperadores; o 13º mês, mercedonius, é suprimido.

O ano juliano vigorou por 1600 anos.


Fonte: http://www.ip.pt/~ip200650/calendario.htm

http://www.terravista.pt/Enseada/7820/ass17.htm





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