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Farmácia caseira requer cuidados

Febre, dor de cabeça e mal estar parecem inofensivos e fáceis de ser medicados. Mas não são. Sem diagnóstico de um médico para esses e demais sintomas, a automedicação pode prejudicar a cura de uma doença, alterar a função de medicamentos de uso contínuo e causar intoxicação, alergias e outras reações.

Segundo Alexandre Gabriel, clínico geral e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), não há problema em tomar um remédio sintomático, como um antiácido ou um antitérmico, mas se os sintomas persistirem, é preciso procurar um médico imediatamente.

Produtos para primeiros socorros, caso de esparadrapos, gaze e soro fisiológico (veja no quadro ao lado itens que você deve ter em casa), são sempre bem-vindos em uma farmácia caseira. Mas não abuse: "Tenha o mínimo possível de remédios em casa", recomenda Jackson Rapkiewicz, farmacêutico e membro do Conselho Regional de Farmácia do Paraná.

"Pressupõe se que, mesmo aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, todo medicamento deve ser indicado por um profissional. Alguém que ingere um antiácido ao mesmo tempo em que toma antibiótico, vai ter o efeito do último reduzido", alerta Rapkiewicz.

Sem um diagnóstico, o uso incorreto dos medicamentos pode ser prejudicial à saúde. Partir um comprimido ao meio para dar para a uma criança ou para diminuir seu efeito, por exemplo, são práticas que devem ser abolidas. Segundo Rapkiewicz, os medicamentos são combinações químicas que têm um preparo, um tempo de ação e uma quantidade exata para serem ingeridos.

Outro perigo da farmácia caseira é a data de validade vencida e forma de armazenamento. O clínico geral Alexandre Gabriel explica que um remédio vencido pode "perder sua função completa ou parcialmente, ou se deteriorar e causar intoxicação", e aconselha manter os remédios em locais de temperatura ambiente.

Em uma casa com crianças os cuidados devem ser redobrados. Os medicamentos devem ficar foram do alcance dos pequenos, que são atraídos pela cor, cheiro e até sabor dos remedios. 

Dor de cabeça em criança

As dores de cabeça em crianças devem ser observadas com toda a atenção. Segundo a neurologista Célia Roesler, da Academia Brasileira de Neurologia, na infância, a enxaqueca é muito mais comum do que se imagina, e afeta igualmente meninos e meninas.

Segundo a médica, alguns sintomas mais comuns de enxaqueca infantil são: náuseas em viagens e passeios de carro, o sonambulismo e a dificuldade de aprendizado.

Por isso, se a criança reclamar com freqüência de dor de cabeça, os pais devem procurar um médico. "O pediatra tem condições de fazer o diagnóstico, e de encaminhá-la a um especialista, se necessário", recomenda Célia.

Para não se correr o risco de ingerir analgésicos sem necessidade, a neurologista reforça: "Quando usados sem critério, os remédios pioram o problema". Outra dica fundamental é, antes de levar a criança ao médico, elaborar um histórico detalhado da dor, para ajudar na identificação das causas do problema.

 

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