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Ensine seus filhos a lidar com dinheiro



Saber lidar com o próprio dinheiro não é tarefa fácil. Imagine então ter de explicar para os filhos o valor das coisas. Pensando nisso, o consultor financeiro Gustavo Cerbasi escreveu o livro Filhos inteligentes enriquecem sozinhos (Editora Gente).

Tudo começa com o famoso "Eu quero!" dos pequenos de 2 anos de idade e vai até os gastos com baladas dos adolescentes.

"Os pais de hoje querem uma orientação sobre educação financeira para os filhos. Recebi uma enxurrada de e-mails de pessoas me pedindo esse tipo de abordagem", explica Cerbasi, autor do best-seller Casais inteligentes enriquecem Juntos, em entrevista ao Terra.

A proposta da obra é mostrar que os filhos podem aprender a lidar com dinheiro de maneira independente, e "dar um puxão de orelha nos pais que têm maus hábitos", brinca o consultor.

Segundo Cerbasi, uma boa educação financeira dentro de casa começa quando o casal tem um relacionamento esclarecido sobre as finanças.

"Também prego um envolvimento dos pais com a escola e com outros pais para saber que tipo de educação o filho está recebendo", pontua.

No entanto, o autor começa sua metodologia muito antes da idade escolar. "Algumas pessoas me perguntam se vale ter um jogo aberto com as crianças sobre a vida financeira do casal. Sempre digo que depende da maturidade dos filhos'.

"No livro, coloco alguns princípios que começam naquela faz do 'Eu quero!', entre 1 e 2 anos. Nesse período, as crianças ficam felizes pela proximidade dos pais e não pelo dinheiro".
Dinheiro na mão
Depois dos 2 anos, Cerbasi afirma que os pais devem começar a explicar para os filhos como funciona o processo de compras. "Vela levar a criança ao supermercado e fazê-la entender a relação de troca dinheiro-produto. Os pais não devem alterar a rotina para adquirir algo supérfluo", indica o consultor.

Aos 5 anos, a criança se diverte entregando o dinheiro ao vendedor ou pedindo um produto na loja. "Com isso, ela percebe que a realização de seu sonho não depende dos pais, e sim do dinheiro que ela tem em mãos".

Porém, o consultor financeiro alerta que pais e responsáveis não devem ser extremistas. "Tudo deve ser feito com equilíbrio. Sempre alerto a não transformar a educação financeira numa relação gananciosa".

Dar dinheiro para o filho arrumar a cama ou "pagar" uma lavagem do carro ou a lição de casa não é saudável. "Essas tarefas devem ser compartilhadas e trocadas por carinho, atenção; não por papel moeda".

Mesada ou semanada
A rotina mais simples das crianças faz com que elas tenham uma percepção mais lenta do tempo. Por isso, é indicado que os pais prefiram a semanada. "O dinheiro semanal cria condições para que a criança vá se esclarecendo sobre o valor das coisas e o controle dos gastos", explica Cerbasi.

Com a idade, o ideal é transformar os valores semanais em mensais. "Maior a responsabilidade, maior o tempo que o adolescente tem que ter para administrar aquela quantia."

Pequenos gestos, postura de negociação e equilíbrio dos pais podem transformar uma criança em um bom poupador no futuro.

"O brasileiro está aprendendo a ter educação financeira e vejo uma transformação positiva na sociedade. Hoje em dia, o brasileiro procura mais informação sobre como trabalhar melhor seu dinheiro. E os casais querem passar isso adiante para os filhos".

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