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Ele ronca, ela não dorme. E vice-versa

Não há quem consiga dormir direito quando tem um parceiro que ronca. Relatos dão conta de que, em casos extremos, as paredes do quarto chegam a vibrar devido ao estrondoso som. O inconveniente pode ser pivô de separação, quando não, a opção tem sido dormir em quartos separados.

Uma pesquisa feita pela Universidade de Surrey, no Reino Unido, revela que as mulheres perdem até cinco horas de sono por semana devido ao ronco do parceiro.

Estima-se que os homens roncam duas vezes mais do que as mulheres, o motivo parece ser hormonal e constitucional. “A distribuição da gordura masculina é diferente das mulheres, acumula-se na região central do tronco”, explica a dra. Dalva Poyares, professora da Disciplina do Sono da UNIFESP. Mas as mulheres também roncam, às vezes tão alto quanto eles, e a probabilidade aumenta após o período da menopausa, “possivelmente pela perda relativa dos hormônios femininos”, conta.

Causas
O ronco pode ser causado por excesso de peso, posicionamento de mandíbula ou obstrução parcial das vias aéreas superiores. Medicamentos relaxantes, bebidas alcoólicas e hábitos alimentares inadequados também favorecem ao ronco.

Contudo, algumas pessoas começaram a roncar depois de uma certa idade, segundo Dalva Poyares, as vias aéreas ficam mais flácidas com o tempo, e isso fatalmente induz ao ronco. Crianças podem roncar por outros motivos, como amídalas muito grandes e adenóides obstrutivas no nariz.

Parada respiratória
“Apnéia do sono” é uma parada respiratória que acontece enquanto a pessoa está dormindo e dura mais de 10 segundos. Pode estar ou não associada ao ronco, ou seja, uma pessoa pode roncar muito e não ter apnéia, outras que não roncam podem sofrer do problema. Quando a apnéia ocorre cinco ou mais vezes por hora de sono, o diagnóstico é “Síndrome de Apnéia do Sono”.
A apnéia pode ser obstrutiva (causada por obstruções nasais) ou central (que ocorre quando há uma disfunção do sistema nervoso central). 

As pausas periódicas de respiração durante o sono induzem à queda do oxigênio no sangue e a despertares. Entre as conseqüências estão problemas cardiovasculares, sonolência, deficiência de concentração e memória e aumento do risco de acidentes.

Se você acha que pode ter apnéia, peça para o parceiro observar paradas bruscas de respiração, em seguida, procure um otorrinolaringologista, médico apto a avaliar e orientar o melhor tratamento.

Tratamentos para o ronco e apnéia
Dra. Dalva explica que roncar não é normal em nenhuma idade, exceto em casos raros, geralmente associados ao consumo de álcool. Além disso, quem ronca dorme mal e também incomoda todo mundo por perto. Quanto a apnéia, é um problema crônico e evolutivo, com alta taxa de morbidade e mortalidade.

Existem muitas opções de tratamentos para ronco e apnéia, o método dependerá do quadro de cada paciente. A máscara nasal com pressão positiva, por exemplo, trabalha na abertura das vias aéreas. “Em alguns outros casos, procedimentos cirúrgicos, aparelhos intra-orais para afastamento da mandíbula e reeducação de hábitos podem ser considerados”, explica a médica.

Roncadores e roncadoras, não adianta pedir para o pessoal evitar piadinhas sem noção nas primeiras horas da manhã, esqueça as cochiladas inoportunas no trabalho e enfrente o seu problema de uma vez por todas. Afinal, além de ser uma pedra no sapato da vida amorosa, o ronco prejudica a qualidade de vida.

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