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Dicas para que as crianças adotem uma dieta saudável

Os médicos nutricionistas Esther de la Paz e Gregorio Mariscal Bueno dão uma série de dicas para ensinar crianças e jovens a comer melhor, agora e por toda a vida:


Sirva de exemplo. Segundo estudos médicos, em seis meses, até a criança com dieta mais desequilibrada pode mudar seus hábitos alimentares para sempre. Mas o maior esforço cabe aos pais. Se os adultos não se alimentam bem, é muito difícil que seus filhos adote uma dieta saudável;

Não basta se assegurar que a alimentação diária seja equilibrada, completa e variada apenas quando comem em casa. Também é preciso controlar o que comem nos bares, restaurantes e colégio, já que o menu escolar, em geral, costuma abusar das farinhas e gorduras;

Faça-os participar. As crianças que participam da preparação da comida, fazem as compras com seus pais e aprendem a reconhecer e manipular os alimentos estão mais dispostos a provar novos sabores, o que contribui para adotar uma dieta que inclua todos os grupos alimentícios. Convém envolver a criança no processo de mudança de dieta e fazê-la entender que é uma questão de saúde, o que aumenta sua responsabilidade na escolha do que comem;

Negocie na mesa. Um menu sempre imposto não vai convencer a criança a apreciar alguns pratos "pouco atratativos mas necessários" e só ocasiona sua rejeição. O melhor é propor várias opções e chegar a um consenso familiar, para preparar receitas saudáveis e imaginativas, que combinem nutrientes e sabor;

Acompanhe-os na mesa. As crianças que comem com seus pais comem menos gorduras saturadas e açúcares e mais verduras, frutas e peixe que os que se alimentam sozinhos. Alimentar-se em um ambiente familiar fomenta a boa digestão e ensina a desfrutar o momento; se em casa cada um come sozinho, isso dá às crianças uma sensação de desordem que cria ansiedade. É preciso dar importância ao momento das refeições para que as crianças aprendam a valorizá-las e nunca deixem de faze-las;

 É proibido, proibir. Vetar doces, bolos, balas, aperitivos e sobremesas é uma política equivocada porque estimula o desejo de comer. O ideal é reduzir a dose e acalmar a ânsia infantil com lanches saudáveis, como iogurtes, frutas, cereais com leite, um sanduíche vegetal com pão integral. A chave é comer de tudo, mas com moderação. Tudo é questão de medida: comer hambúrgueres ocasionalmente não é ruim; o perigo é adotá-lo como um hábito alimentar;

Não use a comida como recurso. É preciso evitar utilizá-la como prêmio ou castigo: mandar um menino para a cama sem jantar cria ansiedade pela comida e uma relação confusa com a alimentação; e premiá-lo com doces lhe faz pensar que esses alimentos são mais valiosos e desejáveis;

Divida para conquistar. Em lugar de concentrar o aporte nutritivo nas três refeições principais, convém equilibrar a alimentação em cinco refeições, intercalando um lanche no meio da manhã e uma merenda à tarde, entre o café da manhã, o almoço e o jantar. Isso evita que se passe muito tempo entre uma refeição e outra e surjam pontadas de fome que levem a criança a comer "qualquer coisa e sem controle";

Um bom café da manhã é o primeiro passo. Fazer o dejejum o mais rápido possível, de forma desequilibrada e incompleta, é um dos hábitos mais comuns e difíceis de erradicar, já que os adultos seguem se alimentando igualmente mal pela manhã. A primeira refeição, da mesma forma que as outras, deve ser variada e incluir alimentos de distintos grupos. Por exemplo: um copo de leite ou equivalente lácteo, um sanduíche, um suco ou um pouco de fruta e uma tigela de cereais.


Ensine seus filhos a comer bem

Um dos melhores investimentos para o futuro dos filhos consiste em ensiná-los desde cedo os bons hábitos na mesa. Uma alimentação saudável pode livrá-los de problemas com excesso de peso, colesterol elevado etc.
Sandra tem doze anos, pesa quase setenta quilos e usa roupa maior que a de sua mãe. Seu menu cotidiano inclui um mínimo de seis refrigerantes e uma infinidade de doces e produtos industriais. Durante as refeições, só come bem massa, arroz ou pratos fritos. Rejeita as verduras e as frutas. Seus níveis de colesterol e glicose são alarmantes.

Seu caso é um exemplo extremo do que apontam as pesquisas: na dieta de muitas crianças e adolescentes faltam vegetais, frutas, cereais, legumes, comidas integrais e peixes, e sobram calorias, molhos, gorduras, sobremesas, carnes vermelhas e doces, além de fast food e comidas pré-prontas.

Este desequilíbrio se traduz em déficit de fibra, vitaminas, minerais, aminoácidos e outras substâncias essenciais, e um excesso de compostos, como sódio, colesterol, gorduras saturadas, substâncias artificiais e conservantes que, em demasia, prejudicam a saúde.

Isso faz com que as crianças e adolescentes sofram mais problemas de excesso de peso, anemia e diabetes tipo 2 e corram mais risco de sofrer, com o passar do tempo, de anorexia, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, infarto, câncer, Alzheimer, cataratas ou osteoporoses.

 

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